Aug 19, 2017

on naît quand on peut

Gosse tête, gros nez, épaules freluquettes. Il s'appellera comment? Andreas?

Aug 7, 2017

praia da electricidade


snow

the word
snow
makes my mouth
water

Jul 27, 2017

slowing down

after the long days of finishing projects.

Jul 5, 2017

verão na faculdade 2


Trabalho ao lado de uma sala de exames. Estamos na época deles. As minhas janelas dão para o alpendre onde se espera. Tantos vi, nestes dias, tantas, na inquietação de mesmo antes. Umas ainda estudam, outros fazem cara feroz a ver se afugentam o desastre, poucos passam altivos. O cinzeiro tem uso.

comprendre les palmiers


Kawauchi Rinko

Jun 24, 2017

verão na faculdade

Três seguranças à porta 
três gatos pretos vigiam-nos
um deles zarolho

Jun 20, 2017

ingénieure en courants d'air
j'ai beau faire
la clochette de pélerin a perdu son battant

teatro romano

 
pedras não ardem

May 15, 2017

mythomancy

une vieille sybille de bistrot prédit le naufrage. on part tout de même. on ne naufrage pas. on traverse des déserts et des jungles. on continue. alors on naufrage, on est arrivé.

May 14, 2017

entre autres choses à ne pas faire

 ne plus faire de liste de choses à faire

May 11, 2017

campo grande

dia de desenhar sombras, dia de combater entropia
mas são todos, não são?

May 3, 2017

habitar o duplo

de vez em quando
habitar
por umas horas que podem ser dias
habitar um espaço
cujo chão reflita luzes formas cores
o reflita inteiro
viver a dobrar pendurada numa água real
de vez em quando
umas horas


le petit cahier rouge



Apr 27, 2017

a ajuda que a geometria dá


25 de abril. Um homem raspa as ervas daninhas do pátio. É trabalho de quem dificilmente arranja outro. Arranca resmunga esgravata pragueja. De joelhos. Quando o dia acaba, varre os resíduos. Vê-se então o pátio dividido em triângulos limpos e triângulos ainda cobertos de vegetação. O homem socorreu-se do padrão do empedrado para não enlouquecer. 

Apr 22, 2017

Montemor-o-novo, oficinas do convento


À beira de um novo caminho Emília lenta contou andorinhas. Havia demais.
Quanto tempo para o percurso?
Nunca foi de urgências, Emília, mas é que o fogo frio se espraia

Apr 12, 2017

l'air sent le lac

à chaque fontaine, la courtoisie d'y boire

Apr 10, 2017

poses de une minute



il faut se perdre
il ne faut pas se perdre
hâte-toi lentement (dont j'ai longtemps cru que c'était: à toi lentement)

Apr 3, 2017

anges

j'ai rêvé d'un ange qui volait assis. Il s'était fabriqué de fausses ailes pour avoir l'uniforme, il se moquait du monde. Avant de m'endormir, j'avais parlé de l'ange de l'hôtel de Zermatt, celui de Nabokov. Je me souvenais de lui vieux et brisé et caché dans l'armoire.  J'avais oublié ses yeux brillants, ses ailes poilues qui sentent le mouillé, ses aboiements, et que c'est un assassin.

Feb 23, 2017

tempestades


william turner

Jan 19, 2017

Werner Herzog's bear

an illustration I did for an article that didn't get published

Jan 17, 2017

está tudo dito

O pequeno café-restaurante nepalês no antigo cinema Liz da Almirante Reis chama-se COURAGE AFTERNOON,  nome como valor suficiente para nave espacial prestes a atravessar espaços intersiderais nunca navegados.






...

Jan 13, 2017

the well spread love of international zeroglottism...

What book might people be surprised to find on your shelves?
“English as She Is Spoke: The New Guide of the Conversation in Portuguese and English,” by Pedro Carolino, first published in America in 1883, with an introduction by Mark Twain. As Twain puts it, “Nobody can add to the absurdity of this book,” and indeed it is ridiculous — a guide to English written by someone who had not the slightest grasp of the language. More than a hundred pages filled with such sentences as: “You have there a library too many considerable, it is a proof your love for the learnings” or “Nothing is more easy than to swim; it do not what don’t to be afraid of.” The book is pure Dada, and as Twain writes, “its immortality is secure.”

Paul Auster in a New York Times interview