écrivait Guillaume Apollinaire de sa tranchée dans un poême à Lou
qui célébrait aussi la Proroca (comme il dit).
Feb 28, 2010
Feb 27, 2010
outside the blizzard blizzes
Feb 24, 2010
encore un serment à la table 3
ohlala ohlala quelle gabegie
du milieu bien assise au centre du désordre
du beau milieu bien chaud
j'abdique du crayon de couleur
je promets
jusqu'à la fin du texte.
du milieu bien assise au centre du désordre
du beau milieu bien chaud
j'abdique du crayon de couleur
je promets
jusqu'à la fin du texte.
Feb 22, 2010
Feb 21, 2010
Feb 20, 2010
o que te quero
Feb 19, 2010
"melhor falar bobagem que calar besteira"
no outro dia tropecei numa lista online dos cem melhores escritores, muy norte-americanizada. Os comentários, addenda infinitas, tinham mais graça que a própria lista.
Feb 18, 2010
os bons olhos
Naquele tempo, a fotografia ainda no futuro da espécie, um retrato era coisa difícil, e cara. Quem se mandasse retratar juntava no quadro as vitórias e os vencimentos, as posses; mulher na flor da idade, filhos, frota, fortalezas, o que fosse. Queria imagem eterna da sua pessoa pelo que não se podendo levar ao paraiso, lá conduz. Olha, existi! Fui este que vês vestido de veludo, mandei neste castelo e na sua senhora.
Ele não. Ele queria um retrato em amante. Não é que não tivesse as riquezas profanas, as terras férteis e o casamento, tinha-as bem agarradas até, família farta, negócios prolíficos.
Seria por tamanha solidez? Pediu ao pintor a breve nudez, o jeito do amor, melhor seria no instante do prazer.
Quis saber o artista:
-Sua excelência me perdoe, este quadro, retrato de si feito homem só de carne, só daqui de baixo o terrestrial, onde o vai dependurar? Que olhos o vão ver? Quem vai desfrutar desta entrega que me pede para perenizar? Quem?
- Quem? Isto interessa?
- Ninguém trabalha com gozo para ser invisível.
- Não se preocupe, o quadro será visível. Haverá olhos, bons olhos. Pode começar. Me devo despir?
O pintor sorri.
- Ainda não. Me deixe olhar. Se aproxime da janela. A outra, onde o sol bate reflectido... Agora se dispa. Bem, a sua tez se afirma na luz. Se senta ali na poltrona... deste lado, sim.
- Sentado? Um amante sentado? Quero ser um amante deitado.
- Será. Preciso de dois ou três esboços. Feche os olhos. Incline a cabeça para trás.
O homem ri, feliz com o quente sol esparramado nas pálpebras, na pele, no pau. Obedece, pescoço arqueado, oferecido.
- Não faça de mim mulher.
- Seria difícil. O artista hesita. Mas ela, dos olhos, dos bons olhos, não quer que a retrate também? Da próxima vez? Não ficará mais caro.O homem nu abre os olhos, sem mexer fita o pintor. Fininho no fundo da voz de mando corre agora o fio duma água muito pura:
- Me disseram que o senhor é o melhor pintor da cidade.
- Talvez. Me prezo.
- Já que a mencionou... ela, dos olhos, dos bons olhos, não se deixa pintar. Este retrato... o senhor tem de pintar ela em mim. Ela em mim.
Ele não. Ele queria um retrato em amante. Não é que não tivesse as riquezas profanas, as terras férteis e o casamento, tinha-as bem agarradas até, família farta, negócios prolíficos.
Seria por tamanha solidez? Pediu ao pintor a breve nudez, o jeito do amor, melhor seria no instante do prazer.
Quis saber o artista:
-Sua excelência me perdoe, este quadro, retrato de si feito homem só de carne, só daqui de baixo o terrestrial, onde o vai dependurar? Que olhos o vão ver? Quem vai desfrutar desta entrega que me pede para perenizar? Quem?
- Quem? Isto interessa?
- Ninguém trabalha com gozo para ser invisível.
- Não se preocupe, o quadro será visível. Haverá olhos, bons olhos. Pode começar. Me devo despir?
O pintor sorri.
- Ainda não. Me deixe olhar. Se aproxime da janela. A outra, onde o sol bate reflectido... Agora se dispa. Bem, a sua tez se afirma na luz. Se senta ali na poltrona... deste lado, sim.
- Sentado? Um amante sentado? Quero ser um amante deitado.
- Será. Preciso de dois ou três esboços. Feche os olhos. Incline a cabeça para trás.
O homem ri, feliz com o quente sol esparramado nas pálpebras, na pele, no pau. Obedece, pescoço arqueado, oferecido.
- Não faça de mim mulher.
- Seria difícil. O artista hesita. Mas ela, dos olhos, dos bons olhos, não quer que a retrate também? Da próxima vez? Não ficará mais caro.O homem nu abre os olhos, sem mexer fita o pintor. Fininho no fundo da voz de mando corre agora o fio duma água muito pura:
- Me disseram que o senhor é o melhor pintor da cidade.
- Talvez. Me prezo.
- Já que a mencionou... ela, dos olhos, dos bons olhos, não se deixa pintar. Este retrato... o senhor tem de pintar ela em mim. Ela em mim.
Feb 17, 2010
Feb 16, 2010
a orelha abelhuda no restaurante chinês
«...a ementa é muito difícil de ler... vou por um protector para o meu estómago.»
Feb 14, 2010
Feb 13, 2010
puss wisdom 2
Feb 11, 2010
Feb 10, 2010
profecia da Liverpool
o primeiro lance da escadaria da Cidade de Liverpool tem 4 degraus, o segundo 25, e ao todo são 74, entre a Newton, da gravitação universal, e a Poeta Milton, do Paraiso Perdido, onde se chega um pouco afogado .
4/25/74 não lembra nada?
se escrever 25 / 4 / 74, já ajuda?
mas o tesouro, este têm de encontrar sozinhos.
4/25/74 não lembra nada?
se escrever 25 / 4 / 74, já ajuda?
mas o tesouro, este têm de encontrar sozinhos.
Feb 6, 2010
Feb 5, 2010
Feb 4, 2010
claquo des dents ergo sum (saudades de Berlin im Winter)
Feb 3, 2010
A rapariga foi buscar o irmãozinho à escola, entram no metro à hora de ponta. O miúdo tem uma pergunta, urgente, que precisa de resposta imediata. A voz tão séria, em volta tudo se cala de curiosidade. Como é, mesmo, que se levanta a mão para pedir a palavra na aula? Palma aberta, dedos em leque, ou fechados, ou com um dedo só apontado ao céu? Os olhos pregados na irmã, o rapaz mostra as diferentes hipoteses. A irmã explica. Toda a carruagem sorri enternecida. Os velhos, os novos, todos sorriem. O pedinte cego não.
A memória colectiva tem olhos.
A memória colectiva tem olhos.
Feb 2, 2010
lint, a definition
Lint may mean:
• Fibrous coat of thick hairs covering the seeds of the cotton plant
• Fuzzy fluff that accumulates on various fabrics, which can be removed via a lint roller
• Fibers that become trapped in the lint filter of a clothes dryer
• Pocket lint, an accumulation of fibers found in pockets
• Navel lint, an accumulation of fluffy fibers in one's navel
See also: Lindt & Sprüngli (also known as Lindt), chocolate maker.
• Fibrous coat of thick hairs covering the seeds of the cotton plant
• Fuzzy fluff that accumulates on various fabrics, which can be removed via a lint roller
• Fibers that become trapped in the lint filter of a clothes dryer
• Pocket lint, an accumulation of fibers found in pockets
• Navel lint, an accumulation of fluffy fibers in one's navel
See also: Lindt & Sprüngli (also known as Lindt), chocolate maker.




